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Malware: saiba como identificar, remover e se proteger de ataques

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Veja um pequeno resumo do que você encontrará neste artigo:

  • Entenda o que é malware e como esse tipo de ameaça atua nos dispositivos;
  • Veja o que um malware pode fazer e quais riscos ele traz para seus dados;
  • Conheça os principais tipos de malware e como cada um funciona;
  • Descubra como o malware infecta celulares e computadores;
  • Aprenda como identificar sinais de infecção nos seus dispositivos;
  • Saiba como remover um malware e recuperar a segurança do seu aparelho;
  • Veja como proteger seus dados e suas contas contra novos ataques;
  • Tire dúvidas sobre malware e entenda como evitar golpes.

O malware é uma das principais ferramentas usadas em golpes digitais e vem operando em escala cada vez maior. No Brasil, só no primeiro semestre de 2025, foram registradas 314,8 bilhões de atividades maliciosas, conforme a Fortinet. Dentro desse volume, o país concentrou 41,9 milhões de tentativas de distribuição de malware e 52 milhões de ações relacionadas a botnets.

Esse movimento acompanha uma mudança no comportamento dos criminosos. Em vez de ataques isolados, o foco agora está em explorar os dispositivos pessoais — principalmente celulares — como ponto de acesso para contas bancárias, aplicativos e credenciais. 

Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é malware, como ele atua nos dispositivos e por que ele está presente na maioria dos golpes digitais. Também vamos explicar como identificar os sinais de infecção e quais ações tomar para proteger seus dados e suas contas. Boa leitura!

o que é malware - notificação de segurança móvel no dispositivo tablet inteligente móvel com gráfico de aviso de ataque de malware virtual

O que é malware?

Malware é qualquer software malicioso criado para acessar, explorar ou comprometer um dispositivo sem autorização. Ele pode estar em um celular, computador ou até em outros aparelhos conectados, sempre com o objetivo de obter alguma vantagem, geralmente financeira.

Depois de instalado, ele pode operar em segundo plano, sem sinais óbvios, coletando informações, monitorando atividades e criando acessos indevidos ao sistema.

É importante esclarecer que vírus não é sinônimo de malware. O vírus é apenas um dos tipos existentes. O termo é mais amplo e inclui diferentes categorias de ameaças, como spyware, ransomware, adware e trojans, cada uma com formas específicas de atuação.

Esse tipo de software malicioso evoluiu junto com o comportamento digital. Hoje, ele é desenvolvido para explorar hábitos comuns, como baixar aplicativos, clicar em links ou acessar serviços online, o que aumenta o risco de infecção no dia a dia.

O que um malware pode fazer em um dispositivo?

Depois que um malware entra no dispositivo, ele pode executar diferentes ações sem que você perceba. Em geral, o objetivo é acessar informações, controlar funções do aparelho ou abrir caminho para novos golpes.

Veja quais são as principais ações:

O software cria um ambiente de risco real, e quanto mais tempo permanece ativo no dispositivo, maior é o impacto.  

Quais são os tipos mais comuns de malware?

Os tipos de malware se diferenciam pela forma como entram no dispositivo, pelo nível de acesso que conseguem e pelo objetivo do ataque. Entenda as diferenças para reconhecer os riscos, principalmente no uso do celular e de aplicativos financeiros.

Vírus

O vírus depende de um arquivo para ser executado. Ele se instala quando você abre um anexo, instala um programa ou executa um arquivo infectado.

Depois disso, passa a se replicar dentro do sistema, alterando arquivos e interferindo no funcionamento do dispositivo. Esse comportamento afeta o desempenho e, muitas vezes, facilita a entrada de outros softwares maliciosos.

Trojan (Cavalo de Troia)

O trojan é projetado para enganar. Ele se apresenta como um aplicativo legítimo, muitas vezes imitando serviços conhecidos ou oferecendo alguma funcionalidade atrativa.

Quando instalado, ele cria um canal de comunicação com o invasor. O acesso permite o monitoramento do dispositivo, a captura de dados e a execução de comandos à distância. Em muitos ataques, o trojan é o ponto inicial para fraudes mais complexas.

Spyware e keylogger

O spyware tem como objetivo coletar informações de forma contínua. Ele permanece ativo no sistema e acompanha o uso do dispositivo sem gerar alertas.

O keylogger, que faz parte dessa categoria, registra tudo o que é digitado, incluindo senhas, códigos de autenticação e dados de acesso. Esse tipo de coleta é usado diretamente em roubo de dados e invasão de contas.

Adware

O adware atua na exibição de anúncios e na alteração da navegação. Ele interfere no funcionamento do dispositivo ao inserir pop-ups, redirecionar páginas e modificar configurações do navegador.

Além do impacto na experiência, o comportamento aumenta a exposição a links maliciosos e pode abrir caminho para outras infecções.

Ransomware

O ransomware atua sobre o acesso aos dados e utiliza a criptografia para bloquear arquivos ou o próprio sistema, impedindo o uso normal do dispositivo.

Após o bloqueio, é exibida uma exigência de pagamento para liberação. Esse tipo de ataque afeta o acesso a informações e pode gerar perda de dados e prejuízo financeiro.

Worm

O worm se propaga explorando falhas de segurança. Ele não depende de uma interação direta, o que possibilita que a infecção se espalhe rapidamente entre os dispositivos conectados.

Esse tipo de comportamento é comum em redes, visto que um único ponto vulnerável é capaz de prejudicar vários sistemas.

Botnet

Quando um dispositivo é infectado e passa a ser controlado remotamente, ele pode integrar uma botnet. Isso significa que ele passa a fazer parte de uma rede de máquinas controladas por um criminoso.

Esses dispositivos são usados para executar ações em escala, como ataques, envio de mensagens fraudulentas e outras atividades sem o conhecimento do usuário.

Rootkit

O rootkit é desenvolvido para garantir permanência e ocultação. Ele atua em níveis mais profundos do sistema, dificultando a detecção por ferramentas tradicionais.

Com esse tipo de acesso, o invasor consegue manter um controle contínuo do dispositivo e executar ações sem ser identificado.

Cryptojacking

O cryptojacking utiliza os recursos do dispositivo para minerar criptomoedas sem autorização. Esse processo ocorre em segundo plano e consome processamento de forma constante.

O impacto aparece no desempenho, no aumento do uso de bateria e na lentidão do aparelho.

Malware bancário

O malware bancário é direcionado ao acesso de contas financeiras. Ele é desenvolvido para atuar durante o uso de aplicativos de banco ou serviços de pagamento.

Esse tipo de software malicioso consegue interceptar credenciais, capturar códigos de autenticação e manipular a interação com o aplicativo. Em alguns casos, ele sobrepõe telas falsas que simulam o ambiente do banco para induzir o usuário a inserir seus dados.

O mais comum é o malware no celular, já que o dispositivo concentra autenticação, movimentação financeira e validações de segurança.

Como um malware infecta celulares e computadores?

O malware entra no dispositivo a partir de interações comuns do dia a dia. Ele se apoia em ações simples, como clicar, baixar ou instalar algo que parece legítimo. Os principais caminhos de infecção são:

  • Links maliciosos: enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, muitas vezes simulando comunicações de empresas ou contatos conhecidos;
  • Golpes de engenharia social: mensagens que criam urgência ou curiosidade para induzir você a agir sem verificar a origem;
  • Download de aplicativos fora de lojas oficiais: apps modificados ou falsos que já vêm com software malicioso instalado;
  • Arquivos infectados: anexos em e-mails ou documentos que executam códigos quando são abertos;
  • Sites comprometidos ou não confiáveis: páginas que iniciam downloads automáticos ou redirecionam para conteúdos maliciosos;
  • Aplicativos de mensagem: links e arquivos compartilhados que parecem seguros, mas podem estar associados a golpes;
  • Sistemas e aplicativos desatualizados: falhas de segurança que viabilizam a exploração direta do dispositivo.

O processo tem um padrão: o malware depende de confiança, aparência de legitimidade e alguma ação do usuário. Quando você reconhece esses sinais, menor é a chance de cair em uma tentativa de infecção.

Como saber se um dispositivo está infectado por malware?

Como você viu até aqui, o malware dificilmente se mostra de forma evidente. Em muitos casos, ele permanece ativo em segundo plano enquanto coleta seus dados ou acessa as aplicações. Ainda assim, existem alguns indícios que ajudam a identificar quando algo não está normal no dispositivo.

Fique atento se constatar:

  • Aparecimento de anúncios invasivos (pop-ups) mesmo fora de sites ou aplicativos;
  • Queda de desempenho: o aparelho fica lento, trava ou demora para responder;
  • Alto consumo de bateria sem mudança no seu padrão de uso;
  • Aumento no uso de dados móveis, mesmo sem uso intensivo de internet;
  • Envio de mensagens ou ligações não realizadas por você: contatos relatam atividades suspeitas;
  • Aplicativos desconhecidos instalados ou alterações em apps que você não reconhece;
  • Conexões ativadas automaticamente: Wi-Fi, Bluetooth ou internet ligados sem ação sua;
  • Aquecimento constante do aparelho, mesmo em uso leve;
  • Alterações no navegador: página inicial, buscas ou extensões modificadas sem permissão.

Como remover um malware do dispositivo?

Suspeita de uma invasão? O primeiro passo é verificar o dispositivo com uma solução de segurança confiável. Um antivírus atualizado consegue identificar e remover boa parte dos malwares em circulação.

Se a ameaça persistir ou o comportamento do aparelho continuar anormal, a redefinição para o padrão de fábrica elimina o software malicioso, mas também remove todos os dados armazenados no dispositivo.

Depois de restaurar o acesso, é preciso reforçar a segurança e alterar suas senhas, incluindo e-mail, banco, aplicativos e redes sociais.

Veja como fazer a remoção no celular e no computador:

No celular (Android)

  • Ative o Google Play Protect: acesse a Play Store, toque no perfil, entre em Play Protect e verifique o status de segurança;
  • Atualize o sistema e os aplicativos: instale as atualizações disponíveis do Android e do Google Play;
  • Remova aplicativos suspeitos: desinstale apps que você não reconhece ou não lembra de ter instalado;
  • Revise permissões de acesso: verifique acessibilidade e funções administrativas liberadas para apps;
  • Execute uma verificação de segurança: utilize um antivírus confiável para identificar ameaças;
  • Faça backup e redefina o aparelho: se necessário, restaure para o padrão de fábrica.

No computador

  • Atualize o antivírus: mantenha o software ativo e com a base de ameaças atualizada;
  • Execute uma verificação completa: analise todo o sistema em busca de arquivos maliciosos;
  • Remova ou coloque em quarentena: siga as recomendações da ferramenta de segurança;
  • Desinstale extensões suspeitas: revise navegadores e remova complementos desconhecidos;
  • Redefina o navegador: restaure as configurações originais;
  • Atualize o sistema operacional: aplique correções de segurança disponíveis;
  • Altere suas senhas: priorize contas com acesso a dados sensíveis;
  • Restaure o sistema (se necessário): em casos persistentes, reinstale o sistema operacional. 

Como proteger seus dados e contas digitais

A prevenção contra malware passa por práticas consistentes no uso dos seus dispositivos. Não se trata de uma única ação, mas de um conjunto de cuidados que reduzem a exposição a riscos, sobretudo em cenários de roubo de dados e fraudes financeiras.

Adote estas medidas:

  • Mantenha o sistema operacional, navegadores e plugins atualizados: atualizações corrigem vulnerabilidades exploradas por softwares maliciosos;
  • Nunca abra e-mails ou links de origem desconhecida: mensagens inesperadas são um dos principais vetores de ataque;
  • Baixe aplicativos apenas de lojas oficiais: verifique avaliações, permissões e o desenvolvedor antes de instalar;
  • Evite instalar apps fora das lojas oficiais (sideloading): arquivos externos aumentam o risco de malware no celular;
  • Realize verificações periódicas com antivírus: a análise contínua ajuda a identificar ameaças ativas no dispositivo;
  • Ative o duplo fator de autenticação (2FA): proteja suas contas críticas com uma camada adicional de segurança;
  • Revise permissões de aplicativos: atenção especial a acessos como acessibilidade e administrador do dispositivo;
  • Faça backups regulares: mantenha cópias atualizadas na nuvem ou em mídia externa para evitar perda de dados;
  • Desconfie de links e anexos inesperados: mesmo quando enviados por contatos conhecidos, podem estar associados a golpes;
  • Busque suporte técnico confiável em caso de dúvida: evitar ações incorretas também faz parte da proteção.

Essas práticas reduzem significativamente o risco de infecção e dificultam o acesso indevido às suas informações, especialmente em dispositivos que concentram autenticação e movimentação financeira.

No entanto, segurança não depende só de tecnologia – também é importante ter acesso à informação confiável e de qualidade.  

Na seção de Segurança do Blog PagBank, você encontra conteúdos atualizados e completos sobre engenharia social, uso de Wi-Fi público, proteção em redes sociais e prevenção a golpes financeiros.

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Perguntas frequentes sobre malware

Mesmo entendendo como o malware funciona, é comum surgirem dúvidas sobre impacto, riscos e formas de atuação. Abaixo, você confere as respostas para as principais questões:

Por que malwares são perigosos para contas financeiras?

Porque muitos malwares são desenvolvidos com foco direto em dados financeiros. Eles conseguem acessar aplicativos bancários, interceptar credenciais e acompanhar as transações em tempo real. Em alguns casos, atuam durante o uso do app, capturando informações ou manipulando as operações sem que você perceba.

Malware é a mesma coisa que vírus?

Não. Vírus é somente uma categoria dentro do universo de malware. O termo malware engloba diferentes tipos de software malicioso, como trojans, spyware, ransomware e outros. Cada um atua de forma diferente, seja roubando dados, espionando atividades ou bloqueando o acesso ao dispositivo.

Malware pode roubar dinheiro da conta?

Sim, principalmente em ataques com malware bancário. Esse tipo de ameaça é capaz de capturar senhas, códigos de autenticação e até simular telas de aplicativos financeiros. Com isso, o criminoso pode realizar transferências ou pagamentos sem autorização, explorando o acesso já existente no dispositivo.

Malware em celulares é diferente de computadores?

O princípio de funcionamento é o mesmo, mas o foco muda de acordo com o dispositivo:

  • No celular, o malware costuma explorar aplicativos, autenticação e mensagens;
  • No computador, é mais comum a atuação em arquivos, navegação e acesso a redes. 

Em ambos os casos, o objetivo continua sendo o acesso a dados e o controle do sistema.

Malware pode se espalhar pelo WhatsApp ou redes sociais?

Sim. Links e arquivos enviados por mensagens são um dos principais vetores de ataque. Muitas vezes, o conteúdo vem de contatos conhecidos que já foram comprometidos, aumentando a chance de clique. Ao acessar, você é direcionado para páginas falsas ou inicia o download de um software malicioso.

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