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Reajuste de preços: saiba como fazer e comunicar aos clientes

Se você chegou até aqui, é porque está pensando em fazer um reajuste de preços, e está certo em buscar o melhor caminho. Mudar o valor de um produto ou serviço nunca é fácil, mas ignorar essa necessidade não é uma alternativa viável para um negócio financeiramente saudável. 

Reajustar é uma decisão que envolve posicionamento, percepção de valor e, principalmente, a forma como você comunica isso aos seus clientes. Feito da maneira errada, o reajuste afasta. Mas quando você mostra os motivos com clareza, mantém a confiança e reforça o profissionalismo da sua marca.

Hoje, vamos te mostrar como preparar um bom aviso de reajuste de preços, estruturar o comunicado com transparência, calcular o reajuste e, claro, como lidar com isso sem perder vendas. Vamos adiante?

reajuste de preços - mulher negra trabalhando no notebook

Reajuste de preços: como fazer?

Quando você decide fazer um reajuste de preços, a pior coisa que pode acontecer é tratar isso como uma simples troca de valores na etiqueta. Reajuste não é operação: é estratégia. Ele interfere na competitividade, na percepção de valor e no ritmo financeiro do seu negócio. 

Por isso, antes de comunicar qualquer mudança, você precisa entender o que está por trás dela e garantir que o novo preço sustenta a operação sem afastar clientes.

O caminho começa com clareza sobre custos e termina com decisões consistentes. Nada de ajustes “no feeling”. O processo precisa ser lógico, replicável e baseado em dados. Vamos organizar esse raciocínio juntos?

Faça o cálculo do preço de venda

O ponto de partida é um só: saber exatamente quanto custa vender o que você vende. E aqui estamos falando de tudo que afeta o produto, não só o que aparece na nota fiscal do fornecedor. Entra no cálculo:

  • Custo de produção ou aquisição;
  • Despesas operacionais que realmente impactam a venda;
  • Taxas de meios de pagamento;
  • Impostos;
  • Margem de lucro necessária para o negócio continuar em pé;
  • Preços praticados no mercado, para você não se colocar em uma posição inviável.

Quando você soma esses fatores, o preço deixa de ser “um número que parece justo” e passa a ser “o valor mínimo para manter o negócio funcionando sem sufoco”.

Se quiser estruturar isso com precisão, recomendamos usar a planilha de precificação do PagBank, que faz esse trabalho de consolidar custo, lucro e variáveis de forma simples. Ela te dá previsibilidade e evita erros comuns que levam empreendedores a vender sem perceber que estão no negativo.

Faça o download da planilha e simplifique os cálculos, assim você consegue visualizar rapidamente os cenários e tomar decisões técnicas, não intuitivas.

Avalie preços da concorrência

Depois de entender seus números, vem o segundo movimento: olhar para o mercado. Mas aqui é importante ter cuidado: não é para copiar, é para interpretar.

Observar a concorrência te ajuda a responder perguntas como:

  • Seu segmento inteiro está reajustando?
  • Os preços médios subiram por conta de inflação, custo de insumo ou sazonalidade?
  • Há espaço para reposicionar o seu produto sem perder competitividade?

Esse monitoramento previne dois erros comuns: subir demais e perder clientes, ou subir de menos e sacrificar a margem. O olhar para o mercado funciona como um ajuste fino: você calibra seu preço com o que está acontecendo ao redor, sem abrir mão da sua realidade financeira.

Nunca se esqueça da sua margem de lucro

Aqui está um ponto que muita gente esquece: reajuste não é só para repor custos, é para proteger lucro. E o lucro não é luxo, é o que viabiliza:

  • Manter estoque;
  • Investir em marketing;
  • Melhorar processos;
  • Sobreviver a períodos de baixa;
  • Pagar o que o negócio precisa pagar.

Se, ao reajustar, você apenas “empatar” os novos custos, o preço continuará errado. O objetivo é garantir que o produto siga saudável financeiramente depois da mudança.

Comunicado de reajuste de preço: por que fazer?

Você até pode acertar no valor do reajuste, mas se errar na forma de comunicar, o impacto no relacionamento com o cliente pode ser maior do que o esperado. Um bom reajuste começa com uma comunicação bem feita. E isso não é só uma gentileza, é parte da sua estratégia de retenção e confiança.

Se você trabalha com serviços, produtos recorrentes ou tem uma base de clientes fiéis, a transparência sobre preços precisa ser uma prática constante. Quando o cliente entende o motivo do reajuste antes de ser surpreendido, ele percebe profissionalismo.

O comunicado de reajuste de preço aos clientes é também uma chance de mostrar o que mudou na entrega do seu produto ou serviço. Em vez de esconder o reajuste, você transforma essa conversa em uma oportunidade de reforçar o valor da sua marca. O que está sendo cobrado precisa ter um motivo, e seu cliente merece saber qual é.

Essa comunicação também ajuda a filtrar o público certo. Quem valoriza o que você entrega vai continuar. Quem só estava pelo preço vai sair, e isso também faz parte do crescimento. O importante é não deixar espaço para desconfiança.

7 dicas para fazer um comunicado de reajuste de preço

Um aviso de reajuste de preços precisa reforçar o seu posicionamento, proteger a relação com o cliente e mostrar que a decisão foi pensada, não empurrada. E é aqui que muitos empreendedores escorregam — ou por medo da reação, ou por falta de direção na hora de comunicar.

A seguir, preparamos 7 dicas práticas para você criar um comunicado de reajuste de preço que gere compreensão, e não resistência.  

1. Informe os clientes com antecedência

Não existe comunicação eficaz sem tempo de preparo. Quando você antecipa a informação, respeita o direito do cliente de se planejar. Isso vale especialmente para serviços recorrentes, assinaturas ou vendas de alto valor. Evite o susto!

O ideal é comunicar o reajuste com no mínimo 30 dias de antecedência, com precisão sobre a data em que os novos valores entram em vigor. Esse tempo mostra que a empresa não tem nada a esconder e que valoriza a parceria com o cliente.

2. Seja transparente com os custos

Aqui, a honestidade é mais poderosa do que qualquer argumento de venda. Dizer por que você está reajustando não é um problema, esconder o motivo é.

Fale abertamente sobre os fatores que influenciaram o aumento: alta de insumos, reajuste de fornecedores, expansão da estrutura ou mesmo a correção da inflação. Clientes maduros entendem que preços mudam, o que eles não aceitam é surpresa sem explicação.

3. Reforce os pontos positivos do produto ou serviço

Essa é a hora de lembrar o cliente por que ele escolheu comprar de você e não do concorrente. Use o comunicado para mostrar o que o preço inclui: atendimento dedicado, qualidade do material, confiabilidade da entrega, suporte pós-venda.

Se você agregou algo novo ao produto ou serviço, destaque isso também. Faça o cliente perceber que o valor percebido cresceu junto com o preço, e que o reajuste é coerente com a entrega.

4. Escreva o comunicado de acordo com sua persona

Um erro muito comum é usar um modelo genérico de mensagem e esquecer quem vai receber esse texto. Se o seu público é mais formal, vá direto ao ponto com objetividade. Se o perfil for mais próximo, humano e sensível a detalhes, adote um tom acolhedor, mas claro.

A linguagem precisa refletir o jeito da sua marca, mas também considerar o perfil do cliente. Ter esse cuidado ajuda na aceitação da mensagem e diminui atritos desnecessários.

5. Deixe um canal aberto para que os clientes possam tirar dúvidas

O cliente precisa saber que pode conversar com você. Deixe claro onde e como ele pode entrar em contato, e esteja preparado para responder com paciência e consistência.

Assim, você elimina ruídos e desinformação e mostra que a sua empresa não está só comunicando uma decisão, mas disposta a ouvir e explicar sempre que necessário.

6. Ofereça diversas opções de pagamento

Quando o valor muda, flexibilizar o pagamento é uma forma prática de reduzir o impacto no bolso do cliente. Pode ser um parcelamento, um desconto para pagamento antecipado ou um período de transição com preço antigo para quem fechar antes da virada.

Aqui, o objetivo é mostrar que você pensou em quem te apoia e quer facilitar a permanência desse cliente na sua base.

7. Aponte o que muda, e não apenas que mudou

Essa dica é pouco usada, mas faz toda a diferença: não diga só que haverá um reajuste, mas exatamente o que vai mudar.

Seja direto: “O valor do plano X, hoje em R$ 150, passará a R$ 165 a partir de 10/12.” Essa clareza evita dúvida, confusão e desgastes no atendimento. Além disso, transmite confiança, porque mostra que você sabe o que está fazendo e está disposto a compartilhar isso com o cliente.

Confira alguns exemplos de comunicado de reajuste de preço

Na hora de escrever um comunicado de reajuste de preço aos clientes, é preciso ainda adaptar a linguagem ao seu público e ao canal de comunicação que você vai usar. 

E tão importante quanto o tom é o nível de transparência. Clientes valorizam marcas que falam de forma direta, sem rodeios, e que deixam claro o que está mudando.

Confira alguns exemplos, para diferentes formatos, para usar como referência.

Exemplo para e-mail

Assunto: Aviso importante sobre nossos preços

Olá, [Nome do cliente].

A partir do dia 10 de dezembro, nossos preços passarão por um reajuste. Essa mudança é necessária devido ao aumento de custos operacionais, fornecedores e à correção dos índices inflacionários do último ano.

Entenda como ficam os valores: 

  • O plano básico, hoje em R$ 120,00, passará para R$ 135,00;
  • O plano premium, atualmente em R$ 220,00, passará para R$ 245,00.

Reforçamos o nosso compromisso com a qualidade e o atendimento que você já conhece. Seguimos investindo para entregar uma experiência cada vez melhor.

Se tiver dúvidas ou quiser conversar com a nossa equipe, estamos disponíveis pelo WhatsApp ou e-mail de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Obrigado por seguir com a gente.
[Assinatura da empresa]

Exemplo para redes sociais

Atenção, clientes!

A partir de 10/12, vamos fazer um ajuste nos nossos preços. Isso se deve ao aumento nos custos de insumos e operação, além da necessidade de mantermos a qualidade dos nossos serviços.

Estamos sempre em busca de entregar o melhor e, por isso, seguimos com o compromisso de oferecer um atendimento que você possa confiar.

Qualquer dúvida, fale com a gente pelo direct ou WhatsApp. Obrigado por seguir com a gente!

Exemplo para impressão ou ponto físico

Comunicado importante

Informamos que, a partir de 10 de dezembro, nossos preços serão reajustados. Essa atualização se deve a fatores externos, como aumento de custos de insumos e transporte.

Confira os novos valores:

  • Produto A: de R$ 30,00 para R$ 34,00;
  • Produto B: de R$ 55,00 para R$ 62,00.

Agradecemos a sua compreensão e estamos à disposição para esclarecer qualquer dúvida! 

Com estes modelos, você consegue adaptar a comunicação ao seu público e garantir que o aviso de reajuste de preços seja recebido de forma transparente, respeitosa e profissional.

Acerte na precificação das suas vendas com nosso simulador

Depois de tudo o que falamos sobre planejamento, cálculo e comunicação, talvez você esteja se perguntando: “como eu posso fazer tudo isso de forma prática, sem errar na conta?”

A resposta está em ter uma ferramenta que te dá previsibilidade, e o Simulador de Vendas PagBank foi criado exatamente com esse propósito.

Com ele, você consegue prever quanto vai receber em cada tipo de venda, considerando todas as variáveis: taxas, formas de pagamento, parcelamento e prazos de recebimento. Assim, é possível ter uma visão mais ampla antes mesmo da transação acontecer e prevenir surpresas no caixa.

Você pode simular tanto com base no valor que quer cobrar quanto no valor que deseja receber. É só informar os dados da venda e o simulador mostra:

  • O valor de cada parcela;
  • As taxas aplicadas;
  • Quanto você recebe líquido;
  • E em quanto tempo o dinheiro entra na conta.

Tudo isso está disponível diretamente no app PagBank ou no PagVendas, o que facilita o uso no dia a dia, onde quer que você esteja. Quer entender melhor como o simulador funciona na prática?
Leia o conteúdo completo sobre o Simulador de Vendas PagBank aqui no blog. 

Com essa ferramenta, o seu processo de reajuste de preços ganha apoio técnico e se torna uma decisão segura, baseada na realidade e nos dados do seu negócio.

Mesmo depois de entender os passos para calcular e comunicar um reajuste de preços, algumas dúvidas ainda podem surgir. Essa é uma etapa delicada e cheia de detalhes, sobretudo para quem está fazendo isso pela primeira vez ou trabalha com produtos e serviços mais sensíveis ao valor final.

Respondemos às perguntas mais comuns que recebemos de empreendedores como você, com orientações práticas e diretas para aplicar no seu negócio.

Como precificar um produto ou serviço para reajuste?

O ponto de partida é sempre o cálculo do preço de venda. Não dá para aplicar um reajuste só com base na concorrência ou no “achismo”. Reúna os dados do seu negócio: custos fixos, variáveis, tributos, taxas de venda e a margem de lucro necessária para que sua operação continue sustentável.

A partir daí, avalie se o preço atual ainda cobre tudo isso ou se precisa ser corrigido. O reajuste é um movimento técnico, e não emocional. E quanto mais estruturado ele for, maior a chance de ser bem recebido.

Se ainda não sabe como montar esse cálculo, use a planilha de precificação do PagBank para facilitar o processo.

Qual é o momento certo para fazer um reajuste?

O melhor momento para reajustar é aquele em que os seus custos mudaram de forma consistente e você já absorveu o impacto por um tempo, mas percebe que a margem está apertada demais.

Outros sinais importantes:

  • Quando há aumento nos preços de fornecedores, logística, matéria-prima ou tributos;
  • Quando você fez melhorias no produto ou serviço e isso alterou a estrutura de entrega;
  • Quando seu preço está muito defasado em relação ao mercado.

O ideal é planejar esses ajustes com certa regularidade (a cada 6 ou 12 meses, por exemplo) para evitar aumentos bruscos. Reajustes feitos com previsibilidade causam menos atrito.

Aumentar preço de produto é crime?

Não. Reajustar preços não é ilegal, desde que seja feito com base em justificativas reais e dentro dos limites estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor.

O que pode ser considerado abusivo e, portanto, ilegal, é elevar o preço sem justa causa ou de maneira excessiva, especialmente em momentos de emergência, escassez ou calamidade. Isso está previsto no artigo 39, inciso X do CDC.

Portanto, se você reajusta com base em custos, inflação ou melhorias no produto/serviço, e informa o cliente com transparência, está agindo dentro da legalidade e da boa prática comercial.

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