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Novas regras do imposto de renda: confira as mudanças para 2026

A aprovação das novas regras do imposto de renda é uma das mudanças mais relevantes na forma de tributar a renda dos brasileiros nos últimos anos. 

A partir de 2026, uma parcela maior da população estará isenta do IR, enquanto quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 terá direito a um desconto gradual

Essa é uma medida que promete aliviar o bolso de quem ganha menos e tornar o sistema mais equilibrado.

 As novas faixas de isenção e os descontos progressivos vão impactar diretamente quanto sobra no fim do mês. 

E, diante de um cenário econômico que exige cada vez mais organização, estar bem informado é o primeiro passo para planejar com mais segurança.

Neste conteúdo, você vai entender quais as novas regras do imposto de renda, como vai funcionar, quando vai começar a valer e de que forma a tabela IR 2026 vai se aplicar à sua renda. 

Confira também os exemplos que mostram, na prática, quanto será possível economizar com as mudanças. Acompanhe a leitura!

O que é a nova regra do imposto de renda?

As novas regras do imposto de renda foram estabelecidas pelo Projeto de Lei nº 1.087/2025, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Governo Federal. 

A principal mudança é a ampliação da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 por mês, com efeito a partir de janeiro de 2026. Atualmente, a isenção contempla quem recebe até dois salários mínimos (cerca de R$ 3.036).

O novo modelo cria ainda uma faixa de desconto progressivo para rendas mensais entre R$ 5.001 e R$ 7.350. Aqui, o imposto será reduzido de forma proporcional. 

Acima de R$ 7.350 mensais, continuam valendo as mesmas alíquotas já praticadas pela Receita Federal, sem qualquer alteração.

A reformulação do IR tem dois objetivos centrais: desonerar quem ganha menos e corrigir distorções no sistema atual, que permite que muitos contribuintes de alta renda paguem proporcionalmente menos imposto que a classe média, por meio de rendimentos isentos como dividendos. 

Com a nova estrutura, o governo busca tornar a cobrança mais justa, sem aumentar a carga para quem já é tributado na fonte.

Confira um comparativo entre o IR 2025 e como serão as novas regras para IR em 2026

Para entender melhor o impacto das novas regras doimposto de renda, vale comparar o modelo atual com o que começa a valer em janeiro de 2026. A diferença mais significativa está na ampliação da faixa de isenção, mas também há mudanças importantes para quem ganha um pouco mais.

Regras até 2025:

  • Isenção para quem ganha até R$ 2.824 por mês (R$ 33.888 por ano);
  • A partir desse valor, o contribuinte já paga IR conforme a tabela progressiva;
  • Rendas superiores a R$ 4.664,68 estão sujeitas à alíquota máxima de 27,5%.

Novas regras a partir de 2026:

  • Isenção ampliada para quem ganha até R$ 5.000 por mês (R$ 60.000 por ano);
  • Desconto progressivo para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 por mês;
  • Mais de 15 milhões de pessoas deixarão de pagar IR ou pagarão menos.

Esse avanço atende a uma demanda antiga: ajustar a tabela do IR à realidade atual da renda dos brasileiros

É uma mudança com impacto direto no poder de compra e na organização financeira, sobretudo para trabalhadores assalariados, profissionais autônomos e pequenos empreendedores. A nova estrutura também favorece o planejamento tributário para o ano-calendário de 2026.

Quanto eu vou economizar com a nova regra do imposto de renda? Confira um exemplo

Com a ampliação da faixa de isenção e a criação de um modelo de desconto proporcional, o valor retido na fonte será reduzido para milhões de brasileiros

Para visualizar os efeitos das novas regras imposto de renda 2026, vamos fazer algumas simulações que mostram quanto será possível economizar com base na sua renda mensal: 

  • Um atendente de loja que recebe R$ 3.400 por mês, por exemplo, deixará de pagar R$ 27,30 todos os meses em IR, o que representa uma economia anual de R$ 354,89.
  • Um técnico de enfermagem com salário mensal de R$ 4.400 vai economizar R$ 177,89 por mês, somando R$ 2.312,57 no ano.
  • No caso de uma professora da rede pública, com rendimento em torno de R$ 4.867 mensais, a economia anual será próxima de R$ 3.970, considerando o 13º salário.

Para facilitar ainda mais, confira a tabela completa de quanto cada faixa de renda mensal vai deixar de pagar com a tabela IR 2026:

Deslize para mais informações
Renda mensal Economia mensal Economia anual Ganho (%)
R$ 3.036,00 0,00%
R$ 3.400,00 R$ 27,30 R$ 354,89 10,44%
R$ 3.600,00 R$ 84,76 R$ 1.101,89 19,77%
R$ 3.800,00 R$ 84,76 R$ 1.101,89 29,00%
R$ 4.000,00 R$ 114,76 R$ 1.491,89 37,30%
R$ 4.200,00 R$ 144,76 R$ 1.881,89 44,81%
R$ 4.400,00 R$ 177,89 R$ 2.312,57 52,56%
R$ 4.600,00 R$ 222,89 R$ 2.897,57 62,99%
R$ 4.800,00 R$ 267,89 R$ 3.482,57 72,55%
R$ 5.000,00 R$ 312,89 R$ 4.067,57 81,35%

Entenda como vai funcionar o desconto progressivo na nova regra do imposto de renda

A nova legislação prevê que quem recebe entre R$ 5.001 e R$ 7.350 por mês não terá isenção total, mas contará com um desconto progressivo no valor do imposto a ser pago. 

Quanto mais próximo do teto da faixa (R$ 7.350), menor será o desconto aplicado. Acima desse valor, o contribuinte volta a ser tributado conforme a tabela IR 2026 tradicional, sem nenhum benefício adicional.

Confira como fica o desconto por faixa de renda mensal:

Deslize para mais informações
Renda mensal Economia mensal Economia anual Ganho (%)
R$ 5.200,00 R$ 286,27 R$ 3.721,46 71,57%
R$ 5.400,00 R$ 286,27 R$ 3.375,28 62,51%
R$ 5.600,00 R$ 233,01 R$ 3.029,10 54,09%
R$ 5.800,00 R$ 206,38 R$ 2.682,93 46,26%
R$ 6.000,00 R$ 179,75 R$ 2.336,75 38,95%
R$ 6.200,00 R$ 153,12 R$ 1.990,57 32,11%
R$ 6.400,00 R$ 126,49 R$ 1.644,40 25,69%
R$ 6.600,00 R$ 99,86 R$ 1.298,22 19,67%
R$ 6.800,00 R$ 73,23 R$ 952,04 14,00%
R$ 7.000,00 R$ 46,60 R$ 605,86 8,66%
R$ 7.200,00 R$ 19,98 R$ 259,69 3,61%
R$ 7.350,00 R$ 0,00 R$ 0,00 0,00%

Como o governo vai compensar as mudanças?

A ampliação da faixa de isenção e os novos descontos no Imposto de Renda geram uma redução na arrecadação

Para equilibrar as contas públicas, o governo vai implementar uma tributação mínima sobre altas rendas, focada em lucros e dividendos atualmente isentos.

A nova regra se aplica a contribuintes com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil, ou seja, mais de R$ 50 mil por mês

Esse grupo passará a ser tributado de forma progressiva, com alíquotas que começam em valores simbólicos e podem chegar até 10% sobre o valor que exceder o limite de isenção.

Veja alguns exemplos práticos de como essa tributação mínima será aplicada:

  • R$ 600.001/ano: alíquota de 0,000017%, imposto de R$ 0,10;
  • R$ 600.010/ano: alíquota de 0,000167%, imposto de R$ 1,00;
  • R$ 601.000/ano: alíquota de 0,0167%, imposto de R$ 100,17;
  • R$ 602.000/ano: alíquota de 0,0333%, imposto de R$ 200,67;
  • R$ 605.000/ano: alíquota de 0,0833%, imposto de R$ 504,17;
  • R$ 610.000/ano: alíquota de 0,1667%, imposto de R$ 1.016,67;
  • R$ 615.000/ano: alíquota de 0,25%, imposto de R$ 1.537,50.

A cobrança é aplicada somente quando a alíquota efetiva paga pelo contribuinte é inferior ao mínimo exigido. Se a pessoa já pagou um valor equivalente ou maior, não haverá cobrança adicional.

Quem ganhar mais de R$ 50 mil por mês vai receber taxa extra?

Não necessariamente. A nova tributação não se aplica diretamente ao valor mensal recebido como salário, mas sim ao total anual de rendimentos isentos ou com baixa tributação, como lucros e dividendos.

Portanto, um trabalhador com carteira assinada (CLT) que recebe R$ 55 mil mensais, por exemplo, não será afetado pela nova cobrança. Isso porque os salários já são tributados na fonte, com alíquotas que chegam a até 27,5%, conforme a tabela IR 2026.

A tributação mínima será exigida somente quando a soma dos rendimentos do contribuinte ao longo do ano ultrapassar R$ 600 mil e ainda assim a alíquota efetiva paga for inferior à nova exigência. Nesse caso, será cobrada a diferença até completar os percentuais mínimos definidos por faixa de renda.

A medida mira pessoas físicas que recebem lucros e dividendos como principal fonte de renda, muitas vezes com alíquota efetiva muito baixa ou até zero.

Quando a nova regra do imposto de renda começa a valer?

As novas regras do imposto de renda 2026 entram em vigor em 1º de janeiro. A partir dessa data, a remuneração recebida pelos contribuintes já passa a seguir a nova faixa de isenção de até R$ 5 mil mensais, além do modelo de desconto progressivo para rendas intermediárias. 

Empregadores, profissionais de contabilidade e fontes pagadoras devem considerar as novas faixas no cálculo da retenção mensal do IR, conforme previsto na legislação.

A regra vale para a declaração de IR 2026 ou 2027?

Apesar de entrar em vigor em janeiro de 2026, os efeitos da nova regra serão sentidos na declaração do Imposto de Renda de 2027, que é referente ao ano-calendário de 2026.

Ou seja, a declaração feita em 2026 (que se refere aos rendimentos de 2025) ainda seguirá as regras antigas. As mudanças só serão consideradas na entrega da declaração no ano seguinte. Por isso, é importante já acompanhar desde agora para ajustar o planejamento financeiro com base nas novas faixas de isenção e descontos.

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Com as novas regras do imposto de renda, milhões de brasileiros terão um reforço direto no orçamento mensal. Para muitos, será a primeira vez em anos com isenção total do IR. Para outros, uma redução significativa no valor descontado em folha.

Independente da sua faixa de renda, o momento é ideal para reorganizar a vida financeira com mais estratégia.

A entrada em vigor da nova faixa de isenção representa a chance de sair do aperto, pagar dívidas, investir ou começar uma reserva de emergência. Mas isso só acontece se houver controle. Sem planejamento, o valor que sobra simplesmente se perde no dia a dia.

Com o Planner Financeiro PagBank , você visualiza suas metas, acompanha ganhos e gastos, planeja o pagamento de tributos e ainda garanta que o dinheiro tenha um destino inteligente. 

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Perguntas frequentes sobre nova regra do imposto de renda

Abaixo, estão as dúvidas mais comuns sobre como vai funcionar a nova regra do imposto de renda a partir de 2026. As respostas foram organizadas para facilitar a sua consulta e esclarecer os principais pontos sobre isenção, descontos e a nova tributação.

Quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 vai pagar menos imposto?

Sim. Essa faixa de renda será beneficiada com um desconto progressivo. O valor do imposto será reduzido de forma proporcional: quanto mais próximo dos R$ 5.000, maior será o desconto. Ao atingir R$ 7.350, o benefício se encerra, e o cálculo volta a seguir a tabela padrão.

Quem ganha R$ 3.000 por mês paga quanto de Imposto de Renda?

Nenhum valor. Quem recebe até dois salários mínimos, que são cerca de R$ 3.036 mensais, já está isento de IR. Essa condição permanece válida mesmo após a implementação da nova regra em 2026. A faixa de isenção foi apenas ampliada, beneficiando também quem ganha mais.

Como fica o Imposto de Renda para quem ganha acima de R$ 5 mil?

A partir de R$ 5.001 até R$ 7.350, o contribuinte terá redução parcial do IR, com desconto gradativo. Já quem recebe acima de R$ 7.350 por mês continuará pagando imposto conforme a tabela progressiva atual, sem alterações. Nesse caso, seguem valendo as alíquotas de 7,5% a 27,5%, aplicadas conforme a faixa de renda.

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