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Quem tem direito a isenção de imposto de renda em 2026? Veja as novas regras

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Veja um pequeno resumo do que você encontrará neste artigo:

  • Entenda o que significa ser isento do IR e como a condição afeta sua obrigação com a Receita;
  • Veja como a nova política de isenção vai impactar milhões de brasileiros a partir de 2026;
  • Confira a nova tabela do Imposto de Renda e veja em quais faixas a isenção passou a valer;
  • Saiba quais grupos estão dispensados do IR em 2026;
  • Aprenda a fazer o pedido de isenção junto ao INSS ou outro órgão competente;
  • Veja quais documentos apresentar para formalizar sua condição de isento;
  • Entenda por que, em 2026, a declaração ainda segue as regras antigas; 
  • Acesse o guia completo sobre o Imposto de Renda preparado pelo PagBank;
  • Tire dúvidas sobre prazos, limites de isenção e obrigatoriedade de declarar.

Você já sabe se tem direito à isenção de imposto de renda em 2026? 

As novas regras, que entram em vigor já no início do ano, vão abrir espaço no seu orçamento mensal e influenciar decisões de consumo, investimento e crédito, por isso, é importante ficar atento às mudanças. 

Com a sanção das novas regras de IR, o Brasil terá mais de 26,6 milhões de contribuintes isentos do Imposto de Renda em 2026, o que representa cerca de 65% de todos os declarantes. 

A ampliação da faixa de isenção é uma das maiores em décadas e promete aliviar as finanças de quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Neste artigo, você vai entender o que é isenção de imposto de renda, quando começa a valer a nova regra, quem se beneficia com a mudança e como solicitar isenção de imposto de renda por doença ou outras condições previstas em lei.  

Continue lendo e comece o ano em dia com o Fisco!

quem tem direito a isenção de imposto de renda - Jovem mulher usando um laptop enquanto senta no chão em uma sala de estar

O que é isenção do imposto de renda?

A isenção do imposto de renda é o direito que algumas pessoas têm de não pagar o IR sobre seus rendimentos, conforme critérios definidos por lei. 

Ela pode ocorrer por limite de renda, idade, condições de saúde ou tipo de rendimento. Em todos os casos, o objetivo é o mesmo: evitar que pessoas com menor capacidade contributiva sejam tributadas.

A partir de 2026, com as novas regras sancionadas pelo governo federal, essa isenção passa a ser aplicada de forma mais ampla, beneficiando um número recorde de contribuintes

A medida corrige distorções da tabela e também devolve poder de compra a uma parcela relevante da população, com reflexo direto no consumo e na economia como um todo.

A nova política de isenção deve injetar entre R$ 20 bilhões e R$ 28 bilhões na economia brasileira em 2026. 

Isso acontece porque grande parte das pessoas isentas está nas faixas salariais que consomem praticamente toda a renda disponível. Ou seja, o que deixa de ser descontado do contracheque tende a ser imediatamente reinserido no mercado.

Ao mesmo tempo, a reformulação traz mais progressividade ao sistema: amplia o número de isentos, mas compensa a perda de arrecadação com um novo modelo de tributação para altas rendas. 

Assim, o imposto passa a cumprir melhor sua função social de distribuir renda com mais equilíbrio.

Como funciona a isenção do IR 2026?

A nova isenção do imposto de renda começa a valer em 1º de janeiro de 2026 e trará mudanças diretas no cálculo do IR mensal

A principal alteração está na faixa de isenção, que será ampliada para quem recebe até R$ 5.000 por mês. Com isso, uma parte significativa da classe média deixará de ter descontos no holerite..

A proposta sancionada pelo governo também cria um sistema de descontos gradativos para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Nessa faixa, o contribuinte ainda pagará imposto, mas em menor proporção, graças a um mecanismo de redutor aplicado diretamente sobre a base de cálculo. Quem ganha acima desse limite segue tributado conforme a nova tabela.

Contribuintes com rendimentos tributáveis anuais de até R$ 60 mil passam a ser isentos também na declaração do IR feita em 2027, referente ao ano-calendário de 2026. Para quem tiver rendimentos entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200, haverá uma redução parcial, em escala decrescente.

Outro ponto importante é que altas rendas e lucros distribuídos passam a ser mais tributados, com alíquotas progressivas que podem chegar a 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão por ano. 

A redistribuição é essencial para compensar a perda de arrecadação provocada pela ampliação da faixa de isenção.

Nova tabela do IR: quem se tornou isento em 2026?

Com a nova estrutura da tabela progressiva, quem recebe até R$ 5 mil por mês fica automaticamente isento do imposto de renda. Veja como ficam as novas faixas e alíquotas:

Deslize para mais informações
Faixa de rendimento mensal Alíquota
Até R$ 5.000,00 Isento
De R$ 5.000,01 até R$ 7.423,07 7,5%
De R$ 7.423,08 até R$ 9.850,63 15%
De R$ 9.850,64 até R$ 12.249,92 22,5%
Acima de R$ 12.249,92 27,5%

A nova tabela passa a ser aplicada na retenção mensal do salário a partir de janeiro de 2026, então já no contracheque do início do ano, será possível ver o novo cálculo do IR refletido na folha de pagamento.

Confira quem tem direito à isenção de imposto de renda

Além da ampliação da faixa de isenção, que é automática, existem outras situações previstas em lei que também garantem o direito à isenção de imposto de renda.

Para quem deseja saber como obter declaração de isenção de imposto de renda, evitar descontos indevidos e manter a sua situação fiscal regular, é importante conhecer todos os critérios. A seguir, explicamos os principais casos que permitem solicitar o benefício.

Isenção por idade

Contribuintes com 65 anos ou mais, que recebem aposentadoria ou pensão, têm direito à isenção sobre uma parte desses rendimentos. O benefício é exclusivo para valores pagos pelo INSS ou regimes próprios de previdência pública.

Se houver outras fontes de renda, como aluguéis ou atividade remunerada, esses ganhos continuam sendo tributados. Por isso, é preciso que o idoso saiba como preencher a declaração de isenção de imposto de renda corretamente para garantir o benefício parcial.

Incapacidade ou invalidez

Pessoas aposentadas por invalidez permanente ou em razão de acidente de trabalho também ficam isentas do IR. A dispensa vale enquanto a condição que gerou a aposentadoria se mantiver, independente da idade do contribuinte.

Esse é um direito importante e previsto em lei, que também pode ser solicitado por meio do INSS. Quem deseja entender como comprovar isenção de imposto de renda por essa via precisa apresentar documentação médica e laudos que atestem a condição.

Doenças graves

Outro grupo com direito à isenção é o de aposentados, pensionistas ou militares reformados diagnosticados com uma das doenças graves listadas na Lei 7.713/88. 

Neste caso, o benefício se aplica somente sobre os rendimentos da aposentadoria, pensão ou reforma, e não inclui outras fontes de renda, como trabalho ou aluguel.

Então, se você deseja saber como solicitar isenção de imposto de renda por doença, o primeiro passo é apresentar um laudo médico oficial, com CID e data do diagnóstico, validado por órgão competente, que geralmente é o INSS.

As doenças que dão direito à isenção são:

  • Moléstia profissional;
  • Tuberculose ativa;
  • Alienação mental;
  • Esclerose múltipla;
  • Neoplasia maligna (câncer);
  • Cegueira (inclusive monocular);
  • Hanseníase;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Parkinson;
  • Espondiloartrose anquilosante;
  • Nefropatia grave;
  • Hepatopatia grave;
  • Osteíte deformante (doença de Paget em estágio avançado);
  • Contaminação por radiação;
  • AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

Quem se enquadra nesses casos pode também ter dúvidas sobre como conseguir isenção de imposto de renda para deficientes, já que há sobreposição entre algumas condições e o reconhecimento de deficiência. Em ambos os cenários, o caminho passa por documentação médica e pedido formal ao INSS.

Faixa de isenção por salário

Até dezembro de 2025, está isento do IR quem recebe até R$ 2.824 por mês, o equivalente a dois salários mínimos. 

A partir de janeiro de 2026, o novo limite de isenção do imposto de renda será de R$ 5 mil mensais, como parte da reformulação da tabela.

Se você ainda tem dúvidas sobre qual o limite de isenção do imposto de renda ou se está enquadrado, continue acompanhando o passo a passo nos próximos tópicos.

Como solicitar isenção de imposto de renda por doença?

Se você é aposentado, pensionista ou militar reformado e foi diagnosticado com uma das doenças listadas na legislação, tem direito à isenção do IR. Mas, para garantir o benefício, é preciso fazer o pedido corretamente junto ao INSS.

Saiba como solicitar isenção de imposto de renda por doença: 

  • Obtenha o laudo médico atualizado contendo: 
    • Nome completo do paciente;
    • Diagnóstico com descrição da doença e o CID correspondente;
    • Data de início da condição;
    • Assinatura, carimbo e CRM do médico responsável.
  • Acesse o portal Meu INSS pelo site meu.inss.gov.br ou aplicativo para celular, e faça o login com sua conta gov.br (nível prata ou ouro).
  • Solicite o serviço “Isenção de Imposto de Renda”: no menu, clique em “Novo requerimento”, digite “isenção” na busca e selecione o serviço correspondente.
  • Anexe os documentos necessários: digitalize o laudo e demais comprovantes em PDF. O sistema pedirá o número do benefício e outros dados para validar o pedido.
  • Acompanhe o processo: após o envio, você receberá um protocolo e poderá acompanhar a análise pelo próprio portal. O prazo médio de resposta do INSS é de até 45 dias.

Caso o pedido seja negado ou o prazo se esgote sem retorno, é possível buscar a isenção judicialmente.  

Como comprovar isenção de imposto de renda?

Muita gente tem dúvidas sobre como comprovar isenção de imposto de renda. A seguir, explicamos o processo de forma prática:

Declaração de isenção preenchida manualmente

A Receita Federal não emite um “certificado”, mas é possível elaborar uma declaração de isenção de imposto de renda, assinada pelo próprio contribuinte. Nela, devem constar:

  • Nome completo e CPF;
  • Dados do RG ou CNH;
  • Endereço completo;
  • Renda mensal e motivo da isenção (ex: por doença ou abaixo do limite anual);
  • Exercício a que se refere a declaração;
  • Assinatura e data.

Consulta ao CPF

No site da Receita Federal, acesse o Portal e-CAC com login gov.br e vá até “Certidões e Situação Fiscal”. Lá, é possível emitir a Certidão Negativa de Débitos, que atesta se há pendências ou não com a Receita.

Informes de rendimentos

Se você recebe até o limite de isenção, também pode usar os comprovantes de salário ou aposentadoria como evidência de que está abaixo da faixa tributável.

Assim, fica mais simples apresentar provas formais de que você está dispensado do tributo, conforme as regras atuais.

Mesmo com isenção em 2026, preciso declarar o IR?

Sim, e esse é um ponto que causa confusão. A nova faixa de isenção do imposto de renda entra em vigor a partir de janeiro de 2026, mas só vale para a declaração de 2027, que será referente aos rendimentos do ano-calendário de 2026.

Portanto, em 2026 ainda será necessário declarar o IR com base nos rendimentos de 2025, conforme as regras em vigor até agora. Quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2025 vai precisar declarar normalmente.

Veja outros casos em que a entrega da declaração continua obrigatória:

  • Idosos acima de 65 anos com rendimentos de aposentadoria ou pensão que ultrapassem o limite anual de isenção;
  • Pessoas com doenças graves, isentas sobre aposentadoria, reforma ou pensão, mas com outras fontes de renda tributáveis, como aluguéis ou atividade remunerada;
  • Quem possui bens e direitos acima de R$ 800 mil, independente da renda mensal;
  • Contribuintes que fizeram operações na bolsa de valores acima de R$ 40 mil no ano ou tiveram ganho de capital com venda de bens.

Antes de concluir que está dispensado da declaração, verifique todos os critérios atualizados, porque a omissão gera multa e complicações com a Receita Federal.

Confira tudo sobre o Imposto de Renda 2026

A nova política de isenção do imposto de renda marca uma das mudanças mais relevantes da década. A partir de 2026, milhões de brasileiros deixam de pagar o IR, inclusive pessoas que até então estavam habituadas a ter o tributo descontado todos os meses. 

A nova tabela exige atenção redobrada: muda quem precisa declarar, quem está dispensado e quem deve revisar o planejamento fiscal com base nos novos limites.

Se você chegou até aqui mas ainda tem dúvidas sobre quem tem direito à isenção de imposto de renda, se precisa declarar mesmo estando isento ou como comprovar a condição, agora é o momento de buscar informações confiáveis. 

A legislação mudou, os limites foram atualizados e os critérios de isenção foram ampliados. Entender essa transição é essencial para não errar na declaração de 2027, que será a primeira com base nas novas regras.

Perguntas frequentes sobre isenção de imposto de renda

A seguir, respondemos perguntas comuns sobre o tema, com base nas regras atualizadas para 2026. Caso ainda restem dúvidas, recomendamos consultar o portal da Receita Federal ou buscar orientação com um contador.

Qual é o novo limite de isenção do imposto de renda?

A partir de janeiro de 2026, o novo limite de isenção do IR é de R$ 5.000 por mês ou R$ 60.000 por ano em rendimentos tributáveis. Quem se enquadra nesse valor não terá imposto retido nem precisará pagar IR na declaração anual.

Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais, haverá um redutor parcial. Já quem ultrapassa esse teto será tributado conforme a nova tabela progressiva.

Quem é isento de IR precisa fazer declaração?

Depende. Mesmo estando na faixa de isenção, o contribuinte pode ser obrigado a declarar se:

  • Recebeu rendimentos isentos acima do limite anual (como doações ou lucros de empresa);
  • Possui bens acima de R$ 800 mil;
  • Realizou operações na bolsa ou teve ganho de capital;
  • Deseja compensar prejuízos ou declarar para fins de restituição.

Por isso, antes de abrir mão da declaração, é importante avaliar todo o cenário.

Quando começa a valer a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil?

A nova faixa de isenção entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, com efeito direto sobre a retenção mensal na fonte. Já no primeiro salário do ano, quem recebe até R$ 5 mil deixará de ter desconto de IR.

A declaração do IR feita em 2027, referente ao ano-calendário de 2026, será a primeira a seguir as novas regras

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