Todo começo de ano traz uma série de mudanças que afetam o nosso planejamento financeiro, e o salário mínimo 2026 é uma delas. Para quem recebe benefícios do INSS, trabalha com carteira assinada ou administra um negócio, é importante conhecer esse novo valor para organizar melhor as contas.
A previsão do governo é que o piso nacional suba para R$ 1.631,00, com um reajuste de 7,44%. O novo valor vai influenciar aposentadorias, benefícios sociais, impostos e até a margem para pegar crédito consignado.
Por isso, hoje, vamos falar sobre o reajuste do salário mínimo em 2026 e os possíveis impactos no cenário econômico e social do país. Continue lendo e saiba mais sobre essa transição.

O que é salário mínimo?
O salário mínimo é a base legal de remuneração para milhões de trabalhadores formais no país. Ele também serve como referência para benefícios sociais, contribuições previdenciárias e contratos de prestação de serviço. É um dos pilares que sustentam a economia de quem vive do próprio trabalho.
Por lei, o valor precisa garantir condições mínimas de sobrevivência, com impacto direto no consumo das famílias, na arrecadação de impostos e no funcionamento de políticas públicas.
O piso nacional é o parâmetro usado para calcular diversos repasses e reajustes, como aposentadorias, abono salarial, décimo terceiro salário, seguro-desemprego, pensões e o próprio teto da Previdência.
Com a definição do novo salário mínimo 2026, esses benefícios também devem ser atualizados, e é por isso que a mudança interessa mesmo para quem não recebe exatamente esse valor.
Quem inventou o salário mínimo?
A primeira vez que o tema apareceu oficialmente no Brasil foi em 1936, durante o governo de Getúlio Vargas, mas a regulamentação só veio em 1940. Na época, foram fixados valores diferentes para cada região do país, considerando o custo de vida local. Essa medida foi um marco importante no reconhecimento de direitos trabalhistas.
O objetivo sempre foi garantir um pagamento justo, capaz de cobrir as necessidades básicas. Ao longo dos anos, o conceito foi se aperfeiçoando até se tornar uma política nacional unificada. Hoje, o salário mínimo é estabelecido com base em critérios técnicos, mas mantém o propósito original de funcionar como uma rede mínima de proteção.
Com o tempo, a legislação evoluiu para incluir também reajustes periódicos que preservem o poder de compra. Isso significa que, além de um valor fixo, o piso salarial precisa ser corrigido conforme a inflação e, quando possível, trazer ganhos reais para quem vive com esse rendimento.
Salário mínimo 2026: vai mudar o valor?
Sim, e a mudança já tem data prevista. O reajuste está incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), e mesmo que ainda possa sofrer alterações até a aprovação final, já há uma projeção bastante clara.
O valor previsto para o salário mínimo 2026 é de R$ 1.631,00, representando um aumento de 7,44% em relação ao piso atual. Mais do que uma correção pela inflação, também está incluso o ganho real de 2,5%, como parte da política de valorização do trabalho formal.
O que diz a lei sobre salário mínimo?
A Constituição Federal determina que o piso nacional deve ser suficiente para atender às necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Aqui, entram moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência.
A lei também exige um reajuste periódico do valor para garantir que seu poder de compra não seja corroído pela inflação.
Desde 2023, o país voltou a aplicar uma política de valorização do piso nacional, que havia sido descontinuada em 2017. A nova regra leva em consideração a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
É um modelo que busca equilibrar responsabilidade fiscal e ganho real para os trabalhadores. Quando o PIB registra crescimento, o reajuste do salário mínimo pode superar a inflação, como está previsto para 2026.
Como é definido o reajuste do salário mínimo 2026?
Para calcular o novo salário mínimo em 2026, o governo considerou dois fatores principais: a inflação acumulada em 12 meses, até novembro de 2025, e o crescimento do PIB de 2024. O resultado é um reajuste de 7,44%, sendo 4,78% referentes à inflação e 2,5% de aumento real.
O cálculo está previsto no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) e, embora ainda possa haver ajustes até a aprovação final, reflete a política de recomposição do poder de compra do piso nacional.
É importante lembrar que essa política de valorização ajuda a fortalecer a renda de milhões de pessoas e tem impacto direto no consumo das famílias, na arrecadação de tributos e no funcionamento de toda a economia.
Qual o valor do salário mínimo para 2026?
O valor previsto para o salário mínimo 2026 é de R$ 1.631,00. O reajuste representa um aumento de R$ 113,00 em relação ao piso de 2025, que é de R$ 1.518,00. A correção segue a política de valorização que combina inflação acumulada com um ganho real de 2,5%.
O novo valor começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, mas o pagamento com o novo piso só acontece em fevereiro, já que corresponde ao salário referente ao primeiro mês do ano.
Essa atualização impacta diretamente a vida de quem ganha o piso, mas também afeta aposentadorias, pensões, abonos e benefícios sociais que usam esse valor como referência.
Vale destacar que cerca de 70% dos aposentados do INSS recebem exatamente o valor mínimo, o que reforça a importância desse reajuste para a renda dos brasileiros.
Confira um histórico do valor do salário mínimo no Brasil
Abaixo, você confere a evolução recente do piso nacional, já incluindo a projeção para o novo salário mínimo 2026:
| Ano | Valor do Salário Mínimo(R$) |
| 2026 | 1.631,00 |
| 2025 | 1.518,00 |
| 2024 | 1.412,00 |
| 2023 | 1.320,00 |
| 2022 | 1.212,00 |
| 2021 | 1.100,00 |
| 2020 | 1.045,00 |
| 2019 | 998,00 |
Dúvidas comuns sobre o salário mínimo 2026
Com a chegada do novo piso, surgem várias perguntas sobre como ele afeta benefícios, reajustes e obrigações fiscais. A seguir, vamos responder às dúvidas mais frequentes sobre o salário mínimo 2026, para que você entenda o que muda na prática.
Qual será o salário mínimo do INSS em 2026?
O INSS utiliza o piso nacional como valor mínimo dos seus benefícios. Isso significa que aposentadorias, pensões, auxílio-doença e outros repasses pagos pela Previdência não podem ser inferiores ao salário mínimo 2026.
Com a previsão de R$ 1.631,00, esse passa a ser o novo valor mínimo para os segurados. Já os beneficiários que recebem acima desse piso terão seus valores corrigidos pelo INPC acumulado de 2025, estimado em 4,66%.
Quem ganha mais de um salário vai ter aumento?
Nem sempre. Para os trabalhadores com carteira assinada que recebem acima do piso nacional, o reajuste não é automático. Nesses casos, o aumento depende de negociação entre empresas e sindicatos, conforme convenções coletivas.
No setor público, os reajustes seguem regras próprias de cada esfera de governo. Já quem é aposentado e ganha mais de um salário, tem o benefício corrigido com base na variação do INPC, que tende a ser inferior ao ganho real incorporado ao novo piso.
É por isso que, em muitos casos, o impacto do reajuste do salário mínimo 2026 é mais sentido por quem recebe exatamente o valor mínimo, já que o reajuste é integral.
O que muda nos direitos e benefícios do trabalhador com o reajuste?
Com o novo salário mínimo, alguns benefícios importantes também passam por atualização. Um dos destaques é o abono salarial do PIS/Pasep, que terá novas regras a partir de 2026.
Até 2025, o limite de renda para ter direito ao abono era de até dois salários mínimos por mês. Com a mudança aprovada no pacote fiscal, esse critério deixa de acompanhar o valor do piso e passa a ser corrigido apenas pela inflação.
A previsão é que, até 2035, o abono seja pago somente para quem recebe até um salário e meio por mês no ano-base. O valor pago continua sendo de até um salário mínimo, proporcional ao número de meses trabalhados.
Os requisitos para receber seguem os mesmos:
- Estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos;
- Ter trabalhado com carteira assinada por 30 dias no ano-base;
- Ter recebido dentro do novo limite de renda;
- Ter os dados informados corretamente pelo empregador.
O calendário de pagamento de 2026 será divulgado no mês de dezembro de 2025, e você pode acompanhar pelo app da Carteira de Trabalho Digital, Caixa Trabalhador ou Caixa Tem.
Além disso, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, também será ajustado com base no piso. Em 2026, a renda familiar por pessoa precisa ser inferior a R$ 407,75 para que o benefício seja concedido.
Já no caso do Cadastro Único (CadÚnico), usado como porta de entrada para programas como o Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 815,50 — metade do piso nacional previsto.
Essas mudanças mostram como o reajuste salário mínimo 2026 vai além do valor em si e influencia o acesso a direitos, o planejamento financeiro e até a inclusão social de quem mais precisa.
Quantas vezes o salário é reajustado em um ano?
O piso nacional é reajustado uma única vez por ano, normalmente no início de janeiro. O pagamento com o novo valor acontece em fevereiro, correspondente ao salário referente ao primeiro mês do ano. O mesmo vale para aposentadorias e benefícios previdenciários.
Com o aumento, vou sair da faixa de isenção do imposto de renda. Preciso declarar IR neste ano?
Essa é uma dúvida comum, mas o que importa para a declaração de imposto de renda é o que você recebeu em 2025. Mesmo com o novo piso valendo a partir de janeiro de 2026, ele só entra na conta da declaração de 2027.
Então, se o seu rendimento em 2025 estiver dentro da faixa de isenção vigente, você não será obrigado a declarar IR em 2026.
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