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Previdência Privada: entenda o que é, como funciona e quais as vantagens

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Veja um pequeno resumo do que você encontrará neste artigo:

  • Entenda, em poucos parágrafos, o conceito de Previdência Privada; 
  • Veja o caminho do seu dinheiro da primeira contribuição ao resgate;
  • Compare rapidamente a previdência aberta e fechada;
  • Descubra qual plano conversa melhor com seu imposto de renda;
  • Consulte as tabelas progressiva e regressiva e os principais benefícios fiscais;
  • Avalie os prós e contras em cenários de longo prazo;
  • Siga o checklist de objetivo, perfil, prazo, taxas e gestor;
  • Saiba quando trocar de fundo sem pagar imposto;
  • Veja como o saldo pode chegar aos herdeiros sem burocracia;
  • Compare rapidamente previdência, Tesouro Direto e CDB;
  • Passo a passo para o primeiro aporte, da escolha à programação;
  • Descubra como o PagBank simplifica os aportes e o acompanhamento;
  • Veja por que começar cedo faz diferença e conheça a Previdência PagBank; 
  • Tire dúvidas rápidas sobre planos, impostos e resgates.

O interesse dos brasileiros pela previdência privada nunca foi tão alto. Dados da Fenaprevi mostram um patrimônio de R$ 1,9 trilhão espalhado por 13,6 milhões de planos. Só entre janeiro e abril de 2026, os aportes somaram R$ 54,1 bilhões, feitos por 11,2 milhões de participantes que decidiram cuidar, desde já, do dinheiro de amanhã.

Esse movimento derruba a ideia de que a modalidade serve só para a aposentadoria. Hoje a previdência privada apoia metas como construção de patrimônio, organização de sucessão, financiamento de estudos ou abertura de negócios. A lógica é simples: aportes periódicos, gestão profissional e benefícios fiscais que valorizam recursos destinados a objetivos que pedem tempo para amadurecer. 

Neste guia, você vai entender o que é previdência privada, como funciona, quais são as diferenças entre PGBL e VGBL, as regras de tributação, os critérios de escolha e também vai conhecer a Previdência PagBank. Siga a leitura e saiba como contribuições acessíveis podem proporcionar um futuro financeiro mais seguro.

o que é previdência privada - homem sorrindo em frente ao notebook, olhando para o celular e tomando café

O que é previdência privada?

A previdência privada é um investimento de longo prazo oferecido por seguradoras e bancos, estruturado em um plano que recebe aportes periódicos ou únicos. 

Esses recursos são aplicados em fundos exclusivos, geridos por profissionais, com o objetivo de formar uma reserva que você pode resgatar ou converter em renda no futuro.

Diferente do INSS, que é público, obrigatório e financiado pelas contribuições dos trabalhadores em regime de repartição, a previdência privada funciona como um regime de capitalização em que cada participante acumula o próprio saldo. 

Por isso, ela traz liberdade para definir valores, frequência de aportes, estratégia de investimento e forma de saque.

O modelo atende a vários propósitos além da aposentadoria. Ele serve para construir patrimônio, financiar estudos, organizar a sucessão familiar, criar uma renda complementar em momentos de transição de carreira ou simplesmente manter disciplina na formação de reservas de longo prazo.

Como funciona a previdência privada?

A lógica de um plano de previdência privada segue duas etapas bem definidas:

  • Fase de acumulação: você realiza aportes mensais, esporádicos ou únicos. O valor entra em um fundo exclusivo, administrado por uma seguradora sob supervisão da Susep. O gestor escolhe os ativos (renda fixa, multimercado ou ações) conforme a política do plano e o seu perfil de risco. Durante esse período, o saldo cresce com novos depósitos e rendimentos;
  • Fase de utilização da reserva: quando chegar a data escolhida, o participante decide como deseja acessar o dinheiro: resgate integral, resgates parciais ou conversão em renda mensal por prazo determinado ou vitalício.

 

Outros aspectos importantes são:

  • Administração dos recursos: o dinheiro investido no plano não faz parte do patrimônio da instituição, o que protege os recursos do cliente em caso de dificuldades financeiras da empresa;
  • Resgate: é permitido após o prazo de carência (60 dias na maioria dos planos) e cada retirada segue a tributação escolhida;
  • Portabilidade: você pode transferir o saldo para outro plano, dentro ou fora da mesma seguradora, sem pagar Imposto de Renda nem reiniciar a contagem da tabela regressiva, desde que mude de VGBL para VGBL ou de PGBL para PGBL.

 

Com essas regras, a previdência privada combina disciplina de poupança, gestão profissional e flexibilidade para adaptar o investimento aos seus objetivos de longo prazo.

Qual a diferença entre previdência privada e INSS?

A previdência social (INSS) e a previdência privada atuam como fontes de renda futura, mas partem de lógicas bem distintas. 

Enquanto o INSS é obrigatório para trabalhadores formais e segue regras uniformes definidas pelo governo, a previdência privada é opcional, flexível e baseada na capitalização dos próprios aportes. 

Na tabela abaixo, resumimos os principais pontos:

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Característica INSS Previdência privada
Obrigatoriedade Contribuição compulsória para quem trabalha com carteira assinada ou é contribuinte individual. Aporte voluntário, valor e frequência definidos pelo participante.
Regime financeiro Repartição: os ativos de hoje pagam os benefícios de quem já se aposentou. Capitalização: cada pessoa acumula seu próprio saldo.
Idade-padrão para saque 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), com tempo mínimo de contribuição. Data de resgate escolhida livremente no contrato.
Valor do benefício Limitado ao teto do INSS. Depende do montante acumulado e da rentabilidade do fundo.
Gestão dos recursos Governo federal. Seguradora ou banco, com fundos fiscalizados pela Susep.
Flexibilidade de contribuição Alíquota fixa sobre salário ou sobre plano simplificado. Aportes mensais, esporádicos ou únicos, com possibilidade de ajuste a qualquer momento.
Portabilidade Inexistente. Permitida entre planos da mesma natureza (PGBL/PGBL ou VGBL/VGBL) sem IR.
Benefícios fiscais Dedução automática na folha de pagamento, sem opção de alíquotas. Dedução de até 12% da renda no PGBL, e IR apenas sobre rendimento no VGBL.
Proteção sucessória Benefício cessa com o segurado (a pensão segue regras específicas). Saldo pode ser indicado a beneficiários e, em geral, não entra em inventário.

O INSS garante uma renda básica, mas sujeita a limites e regras coletivas. A previdência privada complementa essa cobertura com liberdade para definir aportes, estratégias de investimento e forma de recebimento, adaptando-se a objetivos como aposentadoria, sucessão ou qualquer meta de longo prazo.

Quais são os tipos de plano de previdência privada?

Antes de escolher um plano de previdência privada, convém entender as duas estruturas disponíveis no mercado. Elas diferem no público que atendem, na forma de gestão e nas regras de contribuição:

Previdência aberta

É o modelo oferecido por bancos e seguradoras a qualquer pessoa física. Você define o valor do aporte, escolhe entre PGBL ou VGBL e pode ajustar a contribuição sempre que precisar. Os fundos são fiscalizados pela Susep e contam com recursos segregados do patrimônio da instituição.

Previdência fechada

Também chamada de fundo de pensão, é restrita a empregados de uma empresa patrocinadora ou a integrantes de associações e sindicatos. O participante e a instituição contribuem juntos, criando um benefício adicional ao salário. A supervisão é feita pela Previc e as regras de portabilidade seguem normas específicas do plano.

PGBL ou VGBL: quais são as diferenças?

Os dois modelos de plano de previdência privada compartilham a mesma dinâmica de aportes, gestão profissional e resgate, mas se diferenciam no tratamento do Imposto de Renda. Entenda melhor antes de escolher:

PGBL

O Plano Gerador de Benefício Livre permite deduzir até 12% da renda bruta anual na declaração completa do IR. 

O imposto, porém, recai sobre todo o saldo acumulado (contribuições + rendimento) no momento do resgate ou da renda. O plano aparece na ficha “Pagamentos Efetuados” da declaração.

VGBL

O Vida Gerador de Benefício Livre não oferece dedução anual, mas tributa somente o rendimento quando você retira o dinheiro. Isso favorece quem usa o modelo simplificado ou já atingiu o limite de 12% no PGBL. O VGBL entra na ficha “Bens e Direitos” da declaração.

Quer aprofundar a sua decisão? Confira o conteúdo sobre “PGBL ou VGBL: qual escolher?” E entenda como cada plano se encaixa em diferentes perfis. 

Como funciona a tributação da previdência privada?

Ao contratar um plano de previdência privada, você escolhe um dos dois regimes de Imposto de Renda. A opção vale tanto para PGBL quanto para VGBL e, pela Lei 14.803/2024, pode ser trocada até o primeiro resgate ou início do benefício: 

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Regime Como funciona Alíquotas ou faixas*
Progressiva Retenção de 15% na fonte no resgate ou na renda. Ajuste na declaração anual conforme as faixas do IR 2026.
  • 0% até R$ 2.824,00;
  • 7,5% até R$ 3.751,05;
  • 15% até R$ 4.664,68;
  • 22,5% até R$ 5.597,58;
  • 27,5% acima de R$ 5.597,58.
Regressiva A alíquota cai com o tempo de aplicação. Irretratável após escolhida.
  • 35% (até 2 anos);
  • 30% (2 a 4 anos);
  • 25% (4 a 6 anos);
  • 20% (6 a 8 anos);
  • 15% (8 a 10 anos);
  • 10% (acima de 10 anos).

Regras extras: 

  • IOF no VGBL tem teto: aportes de até R$ 600 mil por CPF/ano continuam livres de IOF. Só o que ultrapassar esse limite paga 5%;
  • Troca de tabela: você pode optar pela progressiva hoje e mudar para a regressiva (ou vice-versa) antes do primeiro saque;
  • Benefícios fiscais:
    • PGBL: dedução de até 12% da renda bruta anual na declaração completa;
    • VGBL: IR só sobre o rendimento, preservando o capital principal;
    • Nenhum dos dois sofre come-cotas;
    • Na regressiva, depois de 10 anos, a alíquota chega à mínima de 10%, uma das menores alíquotas aplicáveis aos investimentos financeiros no Brasil.

 

Quer dominar o preenchimento da declaração? Acesse o “Guia do Imposto de renda”.  

Previdência privada vale a pena?

Sim, quando a ideia é usar aportes regulares para construir uma reserva que se torne renda complementar lá na frente. Confira os principais benefícios da previdência privada:

  • Gestão profissional em fundos exclusivos, fiscalizados pela Susep;
  • Benefícios fiscais: dedução de até 12% no PGBL ou IR apenas sobre rendimentos no VGBL;
  • Tributação regressiva que pode chegar a 10% após 10 anos, a menor alíquota do mercado tributado;
  • Zero come-cotas, preservando o efeito dos juros compostos;
  • Portabilidade sem IR para trocar de fundo ou seguradora sempre que surgir opção melhor;
  • Planejamento sucessório: saldo indicado a beneficiários e, em geral, fora do inventário;
  • Flexibilidade para alinhar prazo, perfil de risco e valor de aporte ao seu objetivo de aposentadoria complementar ou outra meta de longo prazo.

 

Compare quando a previdência privada costuma ser vantajosa e quando pode não ser a melhor escolha:

 

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Situação Vale a pena Pode não valer
Horizonte de investimento Prazo superior a 5–10 anos. Objetivos de curto prazo (menos do que 5 anos).
Busca por renda futura Quer renda mensal ou saque programado. Precisa de liquidez imediata.
Aproveitar dedução de IR Declaração completa e renda alta (PGBL). Declaração simplificada sem exceder limite de 12%.
Planejamento sucessório Deseja transmissão ágil de patrimônio. Não tem preocupação sucessória específica.
Comparação com outros produtos Já utiliza CDB, Tesouro ou fundos e quer diversificar com vantagem fiscal. Prefere ativos isentos (LCI, LCA) ou de risco mais alto para retorno rápido.
Perfil de aportes Consegue contribuir com regularidade, ainda que com valores baixos. Aportes esporádicos e imprevisíveis sem disciplina financeira.

Como escolher um plano de previdência privada?

Selecionar o plano certo não é tarefa de adivinhar rentabilidade futura. Você precisa alinhar meta, prazo, risco e custo para que o investimento trabalhe a seu favor. 

Use o roteiro abaixo como um check-list de como escolher um plano de previdência privada:

1. Esclareça o objetivo financeiro

Primeiro responda: “para que estou investindo?”. Uma renda vitalícia na aposentadoria exige valor de aporte e data de resgate diferentes de um objetivo de médio prazo, como pagar a faculdade dos filhos. Ter um objetivo definido orienta todas as decisões seguintes.

2. Confirme seu perfil de investidor

Avalie até que ponto as oscilações de mercado tiram seu sono:

 

Escolher risco acima do conforto costuma gerar resgates prematuros e perda de benefício fiscal.

3. Ajuste prazo e disciplina de aportes

Os planos de previdência recompensam o tempo: na tabela regressiva, a alíquota cai a 10% após dez anos. Defina um valor mensal possível e programe o débito automático, porque a constância pesa mais do que valores altos esporádicos.

4. Compare estratégia e desempenho do fundo

Examine o histórico de três a cinco anos contra o índice adequado (CDI, IPCA + taxa ou IHFA). Desconfie de retorno isolado muito superior sem explicação de risco ou mudança de gestor.

5. Conheça as taxas

Antes de comparar porcentagens, entenda o que cada cobrança cobre e como ela afeta o ganho líquido ao longo dos anos. Taxas parecem pequenas, mas, em investimentos de longo prazo, somam-se e podem reduzir boa parte da rentabilidade. Por isso, verifique:

  • Administração: remunera o gestor. Em fundos de renda fixa competitivos, costuma ficar até 1% ao ano, e os multimercados geralmente cobram um pouco mais;
  • Carregamento: porcentagem aplicada na entrada ou na saída. Prefira planos que não cobram essa taxa;
  • Performance: só vale a pena se houver comparação clara com um índice (benchmark) e se o fundo entregar resultado superior com consistência.

6. Avalie gestor e seguradora

Mesmo com o patrimônio segregado do balanço da empresa, a qualidade da gestão faz diferença no resultado. Antes de escolher, investigue três frentes:

  • Histórico da casa
    • Há quanto tempo a seguradora opera com previdência?
    • Que prêmios ou rankings o gestor já conquistou?
    • Os fundos costumam superar seus benchmarks com regularidade?
  • Estrutura de gestão e controle de risco
    • Existe uma equipe dedicada à previdência ou o fundo é só mais uma linha de produto?
    • Procure políticas de risco claras: limites de alavancagem, exposição máxima por ativo e revisões periódicas;
    • Verifique se a casa divulga notas técnicas ou relatórios de estratégia que expliquem cada mudança de carteira.
  • Transparência com o cotista
    • Relatórios mensais acessíveis, com carteira detalhada, comparativo ao benchmark e explicações de desempenho;
    • Canal de atendimento que responda dúvidas sobre tributação, aportes e resgates sem empurrar “venda casada”;
    • Ferramentas de acompanhamento em tempo real (aplicativo ou área logada) que mostrem saldo, rentabilidade e data de cada aporte.

Se a instituição marcar presença positiva nesses três quesitos, você tem mais segurança de que o plano será bem tocado ao longo de todo o período de acumulação, fase em que a disciplina do gestor pesa tanto quanto a sua.

7. Defina a tributação

Combine o tipo de plano com tabela progressiva (boa para saques pequenos) ou regressiva (vantajosa a partir de dez anos):

  • PGBL: indicado para quem declara IR no modelo completo e quer deduzir até 12% da renda anual;
  • VGBL: melhor para declaração simplificada ou para aportes acima do teto dedutível, pois o IR incide apenas sobre o rendimento.

Portabilidade de previdência privada: quando faz sentido?

A portabilidade de previdência privada serve para levar o saldo do seu plano para outro fundo ou seguradora sem resgatar o dinheiro nem pagar Imposto de Renda. 

É um direito do participante e funciona como troca de “casa” mantendo a mesma titularidade e regras de tributação escolhidas lá no início.

Quando costuma valer a pena?

  • Taxas de administração elevadas em comparação com planos mais modernos;
  • Rentabilidade inferior ao benchmark por vários trimestres sem justificativa clara;
  • Mudança de perfil: você ficou mais arrojado ou conservador e quer um fundo que reflita esse novo estágio;
  • Integração de contas em uma única instituição para facilitar o acompanhamento ou a soma de patrimônio ao mudar de emprego.

 

Regras gerais da portabilidade que você precisa conhecer:

  • Só é possível portar VGBL para VGBL ou PGBL para PGBL. A natureza do plano não pode mudar;
  • A portabilidade não reinicia a contagem da tabela regressiva nem altera o regime progressivo, mantendo o benefício fiscal já adquirido;
  • O saldo migra em até cinco dias úteis depois que a seguradora de destino aceita a proposta;
  • Durante a transferência, o dinheiro fica fora do mercado por um curto período. Avalie se isso afeta a sua estratégia.

Leia também: Como funciona a portabilidade de previdência privada.

Previdência privada entra em inventário?

Em geral, os recursos podem ser pagos diretamente aos beneficiários indicados, observadas as regras do produto e a legislação aplicável. Por serem contratos de seguro, a seguradora paga o valor diretamente aos beneficiários indicados no plano, normalmente em até 30 a 60 dias após a apresentação dos documentos.

As vantagens são: 

  • Liquidez rápida: os familiares recebem o dinheiro sem esperar o processo judicial de partilha;
  • Economia de custos: a reserva fica fora das despesas cartoriais e advocatícias do inventário;
  • Privacidade: os valores pagos não aparecem na relação pública de bens.

 

Mas é preciso ter atenção a dois detalhes: 

  • É essencial manter a lista de beneficiários atualizada. Na falta dela, a seguradora segue a ordem legal de herdeiros;
  • Alguns estados cobram ITCMD sobre o pagamento de planos previdenciários. Consulte a legislação local para planejar melhor.

 

Saiba como alinhar beneficiários, ITCMD e outros instrumentos para proteger quem você ama: Previdência privada e sucessão patrimonial.

Previdência privada ou outros investimentos, qual escolher?

Na hora de decidir entre previdência privada, Tesouro Direto ou CDB, é importante comparar prazos, tributação e liquidez. O quadro abaixo resume os pontos-chave:

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Característica Previdência privada Tesouro Direto CDB
Objetivo típico Renda complementar e sucessão. Proteção contra inflação, reserva de médio a longo prazo. Ganho fixo ou atrelado ao CDI em prazos variados.
Prazo ideal Longo (maior do que 5 anos). Médio a longo (2 a 10 anos). Curto a médio (30 dias a 5 anos).
Tributação Tabelas progressiva ou regressiva, sem come-cotas. IR regressivo (22,5% a 15%)  IR regressivo (22,5% a 15%, sem come-cotas.
Benefício fiscal Dedução de até 12% (PGBL) ou IR só sobre lucro (VGBL). Não há. Não há.
Portabilidade Troca de fundo/seguradora sem IR. Não existe. Não existe.
Risco de crédito Seguradora (patrimônio segregado). Tesouro Nacional. Banco emissor (cobertura FGC até R$ 250 mil).
Liquidez Resgate após carência. Foco em longo prazo. Resgate nos lotes de custódia com marcação a mercado. Pode ter prazos de carência ou liquidez diária.

Se a sua meta é acumular patrimônio para a aposentadoria ou estruturar a sucessão, a previdência pode ser uma alternativa interessante. O produto reúne incentivos exclusivos, como a dedução de até 12% da renda no PGBL ou a tributação apenas sobre os rendimentos no VGBL, e ainda permite reduzir a alíquota do Imposto de Renda para 10% depois de dez anos na tabela regressiva. 

Além disso, a possibilidade de portabilidade sem IR facilita acompanhar gestores mais eficientes, mantendo o benefício fiscal já conquistado.

Para objetivos de prazo mais curto, em que o resgate pode ocorrer antes de cinco anos, instrumentos como Tesouro Direto ou CDB tendem a oferecer liquidez maior e tributação simples, sem carência. 

Nesses casos, o impacto do come-cotas (que não existe no CDB) é pequeno, e a flexibilidade de sair a qualquer momento pesa a favor. 

Outra situação favorável é quando o investidor quer rentabilidade prefixada ou atrelada ao CDI sem taxa de administração: títulos públicos prefixados, Tesouro IPCA+ ou CDBs de bancos médios entregam retorno competitivo, sem depender de gestão ativa.

Quer ver uma análise mais completa sobre o assunto? Leia os artigos Previdência privada ou Tesouro Direto: qual escolher? e previdência privada ou CDB.

Como começar a investir em previdência privada?

Dar o primeiro passo é simples: basta alinhar objetivo, valor de aporte e tipo de plano às suas expectativas de longo prazo. 

Veja um passo a passo simplificado:

  • Defina sua meta: estabeleça o propósito do investimento — aposentadoria, sucessão, curso dos filhos ou renda de médio prazo;
  • Escolha o tipo de plano: PGBL ou VGBL;
  • Selecione o regime de tributação: progressiva ou regressiva; 
  • Avalie o fundo e as taxas: compare rentabilidade histórica, estratégia de carteira e custos de administração. Prefira planos sem taxa de carregamento;
  • Programe os aportes: defina um valor que caiba no orçamento e ative o débito automático; 
  • Revise o plano anualmente: ajuste o valor mensal, o perfil de risco ou faça portabilidade sempre que encontrar uma gestão melhor.

 

 

Planeje hoje o futuro que você quer construir

Ao longo deste guia, você viu que a previdência privada funciona como uma engrenagem de longo prazo: você define o objetivo, escolhe o plano adequado, programa aportes e deixa o tempo trabalhar. Mais do que um complemento para a aposentadoria, trata-se de uma ferramenta de planejamento financeiro.

O êxito depende de casar produto e estratégia com os seus objetivos, horizonte de investimento e perfil de risco. Quanto mais cedo você começa e quanto mais constantes são os aportes, maior tende a ser a reserva, mesmo que as contribuições sejam pequenas. 

Se a sua meta é construir patrimônio, garantir renda complementar ou simplesmente investir no futuro com método, conheça a Previdência Privada PagBank. 

Perguntas frequentes sobre previdência privada

Reunimos a seguir as respostas para as dúvidas que mais aparecem quando o assunto é previdência privada. Navegue pelos tópicos e entenda, em poucos segundos, cada tema:

Como funciona um plano de previdência privada?

Você faz aportes periódicos (ou únicos) que entram em um fundo exclusivo gerido por uma seguradora. Durante a fase de acumulação, o saldo rende conforme a estratégia do fundo. Na data que você escolher, pode sacar tudo de uma vez ou usar a reserva como renda mensal.

Quando vale a pena fazer previdência privada?

Faz sentido quando a sua meta ultrapassa cinco anos, visto que o produto foi desenvolvido para investimento de longo prazo. O benefício fiscal, a alíquota de 10% na tabela regressiva (após 10 anos) e a sucessão facilitada tendem a compensar a falta de liquidez imediata.

Quem pode contratar previdência privada?

Qualquer pessoa física com CPF regular pode abrir um plano. Menores de idade também podem ser titulares, desde que o responsável legal assine a proposta.

A previdência privada é só para aposentadoria?

Não. Ela também serve para formar capital para estudos, compra de imóvel, abertura de negócio ou planejamento sucessório. O que muda é o prazo escolhido para resgatar o dinheiro.

É possível perder dinheiro na previdência privada?

Há risco de mercado, porque o fundo pode oscilar. Contudo, os planos conservadores focam em renda fixa, e o horizonte longo dilui as variações. A perda real acontece se você resgatar em momento de queda.

É melhor pagar INSS ou previdência privada?

O ideal é combinar os dois. O INSS garante o benefício básico e a cobertura de riscos (doença, pensão, etc.), enquanto a previdência privada cria uma aposentadoria complementar flexível e herdável.

O que é melhor, previdência privada ou CDB?

Para prazos curtos e liquidez diária, o CDB costuma ser mais prático. Para construir patrimônio com vantagens fiscais e sucessão ágil, a previdência tende a levar vantagem.

Quanto investir em previdência privada?

Comece com um valor que caiba no orçamento, mesmo R$ 100,00 por mês, e ajuste anualmente. O fator decisivo é contribuir de forma constante ao longo dos anos.

Como escolher um plano de previdência privada?

Defina objetivo e prazo, escolha entre PGBL ou VGBL, avalie o regime de IR (progressivo ou regressivo) e compare taxas e histórico de rentabilidade do fundo. Também é indispensável verificar a reputação da seguradora.

A previdência privada rende?

Sim. O retorno depende da carteira do fundo: renda fixa segue CDI ou IPCA, enquanto multimercados e ações podem superar esses índices, mas oscilam mais. Sempre analise a rentabilidade líquida de taxas.

A previdência privada tem imposto?

Tem, mas você decide como será cobrado. Na tabela regressiva, a alíquota cai de 35% para 10% conforme o tempo, e na progressiva segue as faixas de salário. No PGBL o IR incide sobre o total, no VGBL apenas sobre o rendimento.

Posso resgatar a previdência privada antes da aposentadoria?

Sim, depois da carência mínima (geralmente 60 dias). O dinheiro cai em até cinco dias úteis, mas o resgate paga IR conforme a tabela escolhida e pode reduzir o benefício fiscal.

O que é a Previdência PagBank?

É o novo plano de previdência do PagBank, administrado pela Icatu. Oferece PGBL e VGBL, aportes acessíveis, zero taxa de carregamento e acompanhamento 100% pelo aplicativo.

Quem pode contratar a Previdência PagBank?

Qualquer cliente com conta PagBank ativa. A contratação é feita no app em poucos minutos, sem necessidade de visitar agência ou enviar papelada.

“Este canal tem como única intenção fornecer um panorama sobre as diferentes categorias de produtos de investimentos disponíveis no mercado. Os conteúdos não têm o objetivo de oferecer análise de valores mobiliários ou recomendações de investimento, considerando que os produtos apresentados podem não ser adequados aos objetivos, situação financeira ou necessidades individuais de cada usuário. O PagBank se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que decorram da utilização de seu conteúdo, bem como por eventuais informações fornecidas por terceiros, que não expressam a opinião do PagBank. As projeções e preços apresentados estão sujeitos a variações e as informações podem não estar atualizadas no momento exato da consulta do material. Antes de tomar qualquer decisão, é recomendado que o leitor busque orientação financeira independente e leia atentamente os materiais técnicos relativos a cada produto.”

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